Besouro



Será que vamos gostar???

Disritmia, com Zélia Duncan e Arlindo Cruz

Que respeito você quer receber?

Assistia o Programa do Jô, quando uma entrevista conseguiu me irritar acima do normal. Falava Domingos Yezzi, 72 anos, economista e violinista, inqualificáveis besteiras. Acho que deveria ficar calado, tranquilamente mudar de canal, ignorar que no mundo pessoas assim existem. Porém, que respeito eu posso querer receber, enquanto cientista, se eu deixar pessoas assim ilesas, divulgando em livros, revistas e programas de tv suas idéias?
Explicando: o citado senhor confessava manter contacto com ETs desde a sua infância, e deles recebera explicações sobre inúmeros fenômenos, e até mesmo ouvira sobre o nosso futuro. Uma das explicações obtidas, numa de suas viagens astrais, foi acêrca do Sol. O astro-rei deste sistema de 12 planetas (?????) não pode ser quente, diz ele, pois quanto mais próximo deles estamos, mais frio sentimos. Exemplo: vôo de avião. Só nos aquecemos porque a radiação deste Sol frio se atrita com a atmosfera.
Será que ele nunca viu uma imagem do Sol obtida pelas câmeras da sonda espacial TRACE (vide acima)? Ou de todos os outros observatórios no solo e no espaço inteiramente dedicados ao estudo do Sol? Nunca usou um termômetro de infravermelho, hoje tão comum? Teve educação universitária, lê periódicos semanais e diários, vê TV a cabo, mas nunca ouviu falar de espectro de corpo negro? Qualquer um destes meios poderia tê-lo informado que a temperatura da superfície do Sol, inferida com base no seu espectro, é de 5000 K. Quente o suficiente, não? Teria visto mais que isso: a temperatura da atmosfera solar é de algums milhões de graus, e por isso brilha bastante quando observado com câmeras de raios-X.
Um pouco de experimentação e boa leitura poderia também lhe dar alguma cultura sobre condutividade, convecção, calor específico, efeito estufa... Enfim, todo o arsenal necessário para não se perder em falsos paradoxos e assim entender como circula o calor.
Talvez falte uma divulgação científica mais incisiva, uma cultura de buscar o conhecimento da forma correta, usando método, avaliação e experimentação criteriosos.
Ou talvez falte somente algumas doses diárias de dois ou três remédios tarja preta...

Money, money, money...

Podemos estimar que uma temporada de Fórmula 1 custe alguma coisa mais que 10 bilhões de dólares. Isto é um valor maior que o Produto Interno Bruto (PIB) em 2008 de 50 ou 60 países. Em 17 etapas, 16 países recebem corridas. Em todos os aspectos que contabilizemos, é um empreendimento de escala global, que, à primeira vista, parece envolver pessoas do mais alto nível. Adoro a engenharia da F1, sou um grande fã dos carros, muito mais que dos pilotos. Agora, se tem uma peça que não se encaixa, um componente nada confiável nestas máquinas, é aquela que fica de headset em frente aos paddocks, que organiza as festas e adora tirar fotos junto às modelos... É justamente esta peça que, danificada, agora ameaça acabar com o show. De forma que todos nós que adoramos falar de aerodinâmica, de aderência, de tangência de curvas, temos que ler e assistir política. Péssima política.

Disse Nelson Rodrigues

O Brasil é muito impopular no Brasil.

SOBREVIVENTES - Mario Benedetti

(14/09/1920 - 17/05/2009)

Cuando en un accidente
una explosión
un terremoto
un atentado
se salvan cuatro o cinco
creemos
insensatos
que derrotamos a la muerte

pero la muerte nunca
se impacienta
seguramente porque
sabe mejor que nadie
que los sobrevivientes
también mueren

Dia do Tiramáscaras

Adorei o comentário de que o dia 22 de abril será conhecido agora como o dia do Tiramáscaras, pois após o dia do inconfidente Tiradentes, o ministro Joaquim Barbosa resolveu tornar pública sua revolva em relação à presidência do Supremo, começando uma discussão no plenário, que, apesar do baixo nível, nunca tinha acontecido antes.
Muito se fala das más ações no Legislativo. Porém, quando se despir o Judiciário de suas vestes talares, aí que sentiremos realmente o mau cheiro tomar o ar...

Evolução...

From: Blog dos Quadrinhos / Folha de São Paulo / Galhardo.

Andando sobre as águas



Por 100 mil euros você pode caminhar ou voar sobre a água com este brinquedo da JETLEV (Jet Levitation). Patenteado por Raymond Li, é um dispositivo muito bem bolado e incrivelmente simples: nada mais que uma bomba d'água de 215 cavalos de potência. Ela suga a água pelo tubo amarelo, que deve estar sempre em contacto com a água, e a bombeia formando os dois jatos. O mesmo princípio é usado, por exemplo, na propulsão de um Jet sky. Atinge 65 km/h e eleva uma pessoa de 80 Kg até 10 metros acima do nível da água. Já estou adicionando na minha lista de presentes...

Semana

by myself.

Nunca fui sexta-feira, destas que se passa sorrindo.
Sou o tédio de um sábado com cara de quarta-feira,
e as mesmices das quartas, quando feriado é domingo.
Não chego a ser segunda, queira ou não queira,
mas um gostinho de terça, acho que vou sentindo.

Sou um mês de junho, uma quarta de quadrilha e bingo
Nos raros feriados que começam terça e vão até quinta.
Para as paixões vivi as terças. Para findá-las, as quintas.
Para o amor da vida inteira: a madrugada de domingo.

Slamball!!!

Uma loucura retirada de um filme de ficção científica, talvez de segunda categoria: isto é o Slamball!! Um jogo inventado no começo dos anos 1990, que mistura elementos do basketball, do football, do hockey, do wrestling e 8 camas elásticas. Está começando a emplacar, com um campeonato profissional. Pode parecer muito legal numa primeira olhada, mas depois fica a impressão que é algo que merece e precisa ser muito lapidado. Acho que principalmente a tecnologia das camas elásticas e do piso da quadra, para que a transição seja suave e o controle da posse da bola não seja perdido tantas e tantas vezes, como se vê. O uso constante de tackles também deixa o jogo desnecessariamente truncado e feio. Enfim, é algo que pode dar certo, se melhor moldado.